2.03.2007

Quando é que um Rembrandt é de fato um Rembrandt?

Souren Melikian
em Nova York


A ruptura da cultura contemporânea com o passado artístico é atualmente tão radical que a maioria de nós não é mais capaz de fruir os quadros dos Velhos Mestres. Uma série de episódios ocorrido no leilão no valor de US$ 110 milhões, na semana passada, na Sotheby's, conduziu a essa conclusão surpreendente.

Reuters
Dependendo da avaliação, um Rembrandt pode valer US$ 3 milhões ou US$ 25 milhões

Um deles foi aquele bom e velho jogo que poderia ser apelidado de "Devemos chamá-lo de Rembrandt?". A arte do mestre passa por altos e baixos, dependendo do estado de espírito daqueles que conhecem a sua obra. Do início do século 20, quando quase 700 quadros foram aceitos como autênticos, até ao atual processo de revisão patrocinado pelo Projeto Holandês de Pesquisa Rembrandt, a carruagem artística de Rembrandt tem viajado por uma estrada esburacada.

Trata-se de um drama multimilionário. Caso seja promovido aos escalões inferiores da ordem de Rembrandt, um quadro minúsculo pode ser agraciado com uma avaliação de US$ 3 milhões a US$ 4 milhões, conforme constatou uma mulher que compareceu ao leilão da Sotheby's na quinta-feira, 25 de janeiro. E caso se determine que a obra pertence ao último período do artista, quando ele mergulhou mais profundamente que qualquer outro pintor ocidental na alma humana, um quadro de Rembrandt poderá ser avaliado entre US$ 20 milhões e US$ 25 milhões, ou até mais. Foi isso o que ocorreu na venda do segundo Rembrandt no leilão da Sotheby's, o quadro "São Tiago Maior", ao qual à mídia prestou o tributo obrigatório.

As avaliações foram alvo das atenções. Já os quadros nem tanto.

No seu texto de três páginas sobre o quadro "Retrato de uma Mulher Jovem com Gorro Negro", a Sotheby's começou afirmando: "Rembrandt pintou este retrato sutil e perfeito em 1632". E acrescentou casualmente: "Ele é pintado em uma tela, que mais tarde foi recortada em formato oval e colada sobre um painel". Isso explica porque o braço esquerdo da mulher dá a impressão de ser esquisitamente comprido, assim como o fato de a imagem inteira estar fora de equilíbrio. Acrescentem a isso o ligeiro estrabismo e a face pálida e flácida e o resultado não é assim tão "perfeito".

De qualquer forma, um Rembrandt é um Rembrandt. Ou não? Os leitores apressados podem ter pulado a sentença seguinte e a sensação de intenso horror que ela provoca: "O seu formato alterado e as pinturas posteriormente sobrepostas à imagem fizeram com que o Projeto de Pesquisa Rembrandt o rejeitasse como sendo a obra de um imitador em 1972".

Mais tarde, o Rembrandt rebaixado à categoria de falsificação foi novamente promovido à condição de obra original. Em 1995, após um processo rigoroso de limpeza e análise, o Projeto de Pesquisa Rembrandt declarou que o quadro era realmente um Rembrandt legítimo. Mas o fato de os especialistas terem que recorrer aos homens de jaleco brancos para se assegurarem de que um quadro não é espúrio não se constitui em boa referência para a pintura. Porém, na semana passada, o culto à celebridade funcionou. Com um preço inicial de US$ 9 milhões, a beldade de face flácida que traz a assinatura de um nome sublime alcançou o dobro das expectativas de venda da Sotheby's.

O quadro seguinte, datado de 1661, não acusou um desempenho tão estupendo, mas conseguiu superar o preço de US$ 18 milhões estabelecido pela Sotheby's e saltar para uma avaliação de US$ 25 milhões. Por este fato, a casa de leilões merece a gratidão do vendedor, identificado como "Fundação Shippy de Auxílio à Educação, à Justiça Social e aos Serviços Humanos".

O catálogo trazia dados de uma precisão perturbadora. Uma faixa de tela de cerca de quatro centímetros de largura foi acrescentada ao lado esquerdo do quadro, substituindo "um pedaço provavelmente mais estreito da tela original" pintado de preto para definir a margem esquerda da obra. Rachaduras estreitas são resultado "da tensão do esticador", oito buracos foram perfurados na tela, seis deles através da imagem, e podem ser observadas abrasões na extremidade do quadro.

Mas o pior de tudo era a expressão de piedade benévola da figura, o que faz com que esta obra seja bem diferente do profundo retrato de Rembrandt, "São Bartolomeu", que atualmente está no Museu Getty, e que também é datado de 1661. Ao contrário do que se esperava, não faltaram ofertas. Exibido no ano passado na Galeria Salander O'Reilly, em Nova York, e visto uma segunda vez na Feira Européia de Belas Artes em Maastricht, na Holanda, em 2006, o quadro de aura sagrada foi colocado a venda desta vez por um valor entre US$ 18 milhões e US$ 25 milhões, como se fosse um produto em promoção de fim de temporada. Isso bastaria para ter acabado com a fama do quadro algumas décadas atrás. O seu sucesso, um triunfo da arte de leiloar, não depõe muito a favor na nossa abordagem dos Velhos Mestres.

E os Rembrandts não foram exceções excêntricas. Um paralelo revelador é proporcionado pelo "Retrato do Perfil de uma Mulher", descrito como sendo obra de "Alessandro di Mariano Filipepi, conhecido como Sandro Botticelli". Bernard Berenson, o especialista que realizou grande parte do trabalho pioneiro sobre a pintura italiana da Renascença, apresentou o painel em 1901 como sendo o trabalho de "Um Amigo de Sandro". Tendo refletido bastante sobre ele (e depois de vê-lo após uma limpeza), Berenson apresentou-o uma segunda vez em 1963 como um trabalho assinado pelo mestre.

Um outro especialista, Adolpho Venturi, rejeitou-o duas vezes, em 1925 e 1927, antes de aceitá-lo. Quando dois especialistas conhecidos na sua época pelo seu olhar aguçado precisam de duas análises para terem convicção de que um quadro de determinado mestre é de fato autêntico, isto raramente se constitui em um bom sinal. É algo que pode significar qualquer coisa, desde uma sensação instintiva de que a obra não poderia ter sido pintada pelas próprias mãos do artista até o repúdio às várias restaurações.

De fato, o estado do trabalho deixa algo a desejar. O fundo é difuso. Uma rachadura vertical na superfície da pintura que desce desde o seu topo ao longo do cabelo foi grotescamente camuflada. E a cabeleira possui mechas marrons toscas - sabe-se lá quem foi o responsável por isso. O fundo negro à esquerda para o qual a retratada olha é incompreensível. Costumava-se dizer que a beleza está nos olhos de quem observa. Na última ocasião em que os potenciais compradores viram o retrato da mulher aqui na Sotheby's, em janeiro de 2003, não fizeram nenhuma oferta. Mas, desta vez, a mágica associada ao nome do artista mostrou-se irresistível. O retrato foi arrematado por US$ 4,74 milhões. Para um bom Botticelli, isso teria sido uma pechincha. Ou, para usar um outro cliché, a pessoa compra algo condizente com o valor pago.

E o indíviduo também compra aquilo que é capaz de ver. Uma das mais raras obras na sessão da quinta-feira na Sotheby's foi uma "Pietá", reconhecida pelos especialistas como sendo um trabalho de Defendente Ferrari, que atuou no cenário artístico por volta do período 1510-1535. O quadro deve ter sido maltratado em algum lugar durante o armazenamento, tendo sofrido arranhões que arrancaram pequenos pedaços de pigmento. A despeito disso, a superfície pintada, que não sofreu limpezas e retoques repetidos, está relativamente bem preservada.

Impressionante e raro, o painel pintado por Defendente tem o tamanho exato para um museu, 66 por 83,9 centímetros. Oferecido por US$ 540 mil, mais do que uma avaliação modesta anterior, essa obra-prima estava bem acessível para aqueles que raciocinam em termos de milhões de dólares. Onde estavam os museus que contam com os recursos e que necessitam de tais raridades? Talvez eles estivessem ocupados vendendo as suas próprias obras dos Velhos Mestres.

Duas instituições norte-americanas estavam fazendo exatamente isso durante as sessões de 25 e 26 de janeiro da Sotheby's. "O fato de não se livrar de obras de arte não desnecessárias significa que o museu terá que investir tempo e dinheiro no tratamento, na conservação e no armazenamento dessas obras", explicou Scott Schaefer, curador de pinturas do Museu Getty, em um discurso introdutório no leilão de 21 quadros. Aparentemente, o Museu Getty não contava com tempo para dedicar à soberba paisagem de Jan van der Heyden que mostra "A Estalagem do Porco Preto".

O quadro, assinado com as iniciais VH foi comprado por J. Paul na Sotheby's em junho de 1959 por 7.800 libras esterlinas, e transferido do seu acervo particular para o museu que tem o seu nome. Os curadores podem ter sentido que estavam dando um golpe comercial já que o quadro foi arrematado por US$ 132 mil. O mesmo deve ter achado, sem dúvida alguma, Johnny van Haeften, de Londres, o grande conhecedor e comerciante de quadros flamengos e holandeses, ao derrubar uma proposta feita por um potencial comprador por telefone.

O Museu de Arte de Toledo, da mesma forma, estava se livrando dos seus Velhos Mestres - a instituição vendeu dez deles na principal sessão da quinta-feira. A "Anunciação", que foi vendida por US$ 4,44 milhões, provavelmente não é o El Greco que os amantes da arte gostariam de ver no seu museu favorito. Mas, no que diz respeito aos quadros de Reynolds, o "Retrato de Miss Jacobs" (o nome está impresso na reprodução entalhada por John Spilsbury em janeiro de 1762) é tão bom quanto qualquer outro.

A sua história remonta ao leilão das obras de Reynolds em Londres em 15 de abril de 1796 (lote 14: 12,12 libras esterlinas). William Collins Whitney mantinha o quadro na sua enorme residência na Quinta Avenida. Samuel Peck, da cidade de Nova York, o doou ao museu em 1953 e a obra foi exibida com destaque na exposição "Em Busca da Excelência", no Centro de Belas Artes em Miami, em 1984. Mas atualmente tudo issoo parece pertencer a uma outra era cultural.

2.02.2007

PARA OS ENOCHATOS DE PLANTÃO ATÉ NO BECO ELES JÁ CHEGARAM!!!!!!




Enochato

No mundo dos vinhos, como já foi dito nesta coluna, distinguimos, entre as diversas pessoas ligadas ao vinho, o enólogo que estuda...

Jorge Carls Coelho

Um macio carré de cordeiro, com molho Madeira, acompanhado com um excelente Montrachet, mas jamais com um enochato. Perderia todo o prazer da harmonização
Um macio carré de cordeiro, com molho Madeira, acompanhado com um excelente Montrachet, mas jamais com um enochato. Perderia todo o prazer da harmonização
27/01/2007 01:17


No mundo dos vinhos, como já foi dito nesta coluna, distinguimos, entre as diversas pessoas ligadas ao vinho, o enólogo que estuda, entende e normalmente é um profissional do vinho trabalhando na sua produção, o enófilo que é o amante do vinho, degustador, apreciador com conhecimentos ou não sobre o assunto, o sommelier que também é profissional do vinho, mas seu lugar é nos restaurantes ajudando-nos a escolher o melhor rótulo para harmonização com os diversos pratos de seu cardápio. Mas recentemente, estão aparecendo em profusão os enochatos. Não é difícil identifica-los

Cada vez mais, este novo termo circula entre os amantes do vinho, designando um espécime em aparecimento que promete grande proliferação no nosso meio. O enochato é um sujeito que toma vinhos com a gente, mas, abusa, quando tenta mostrar seus conhecimentos adquiridos recentemente, em cursos não muito fidedignos, ou em leituras de revistas especializadas e com estas munições, aproveitam todas as oportunidades para vomitar determinados jargões com pose de expert, prejudicando todo um ambiente simples e agradável que deve ser uma sessão de vinhos.

Você, com certeza, conhece alguns. São facilmente identificáveis e quando falam de vinhos o fazem de maneira sofisticada, arrogante, demonstrando pouco conteúdo e muita chatice. Nestas demonstrações saem afirmações pedantes, principalmente quando se referem ao aroma dos vinhos: "lembra couro de sela", "sabe a rabo de raposa molhado", "tem algo de suor de cavalo", "parece grama cortada" e por aí vai esta seqüência de jóias pedantes e esdrúxulas. Quando falam dos processos de produção do vinho utilizam expressões tais como: "fermentação malolática", "maceração carbônica", "micro-oxigenação" e outros jargões muito técnicos e pouco entendidos pelos companheiros de mesa. É um chato mesmo.

Acho que antes de serem enochatos eles já eram chatos por natureza em qualquer assunto, querendo ser o professor ou o entendido e no fundo todo mundo sabe que não sabem nada, pois os que sabem são humildes e modestos. Nesta nova fase, em que começaram a gostar de vinho, houve apenas uma ampliação no espectro das suas chatices. São esnobes por natureza, existem com diversas roupagens e são facílimos de identificar. Numa mesa são eles que vão contradizer os conhecedores de vinho presentes e, além disso, pelos aromas e cores do vinho são capazes de identificar não apenas a região e a vinícola, mas, até a cor da roupa que o vinicultor usava na ocasião em que as uvas foram colhidas. É mesmo um chato e um esnobe predicados estes que o transformam também num bobo.

Os leitores que me perdoem este assunto chato, mas é que me deparei outro dia com um espécime desta natureza e não sei ficar calado, principalmente quando acho que, através do relato e análise de uma experiência triste e sofrida, posso ajudar um companheiro de vinhos a conviver melhor em suas reuniões enogastronômicas inclusive com os enochatos.

Mas, deixemos os enochatos de lado, eles que vão espalhar chatices em outras plagas e vamos nos deliciar com os autênticos prazeres da boa mesa como vinhos, comidas, harmonizações perfeitas e bons papos, prenúncios de grandes prazeres para depois da mesa, como licores, cognacs, charutos e etc.

Levantemos um brinde a todos os nossos companheiros amantes do vinho que não são enochatos, desejando inclusive que nunca encontrem um. Saúde!!! Saudações vínicas.

1.30.2007
























THE CAPITALIST SYSTEM

by Michael Bakunin

This pamphlet is an excerpt from The Knouto-Germanic Empire and the Social Revolution and included in The Complete Works of Michael Bakunin under the title "Fragment." Parts of the text were originally translated into English by G.P. Maximoff for his anthology of Bakunin's writings, with missing paragraphs translated by Jeff Stein from the Spanish edition, Diego Abad de Santillan, trans. (Buenos Aires 1926) vol. III, pp. 181-196.

Is it necessary to repeat here the irrefutable arguments of Socialism which no bourgeois economist has yet succeeded in disproving? What is property, what is capital in their present form? For the capitalist and the property owner they mean the power and the right, guaranteed by the State, to live without working. And since neither property nor capital produces anything when not fertilized by labor - that means the power and the right to live by exploiting the work of someone else, the right to exploit the work of those who possess neither property nor capital and who thus are forced to sell their productive power to the lucky owners of both. Note that I have left out of account altogether the following question: In what way did property and capital ever fall into the hands of their present owners? This is a question which, when envisaged from the points of view of history, logic, and justice, cannot be answered in any other way but one which would serve as an indictment against the present owners. I shall therefore confine myself here to the statement that property owners and capitalists, inasmuch as they live not by their own productive labor but by getting land rent, house rent, interest upon their capital, or by speculation on land, buildings, and capital, or by the commercial and industrial exploitation of the manual labor of the proletariat, all live at the expense of the proletariat. (Speculation and exploitation no doubt also constitute a sort of labor, but altogether non-productive labor.)

I know only too well that this mode of life is highly esteemed in all civilized countries, that it is expressly and tenderly protected by all the States, and that the States, religions, and all the juridical laws, both criminal and civil, and all the political governments, monarchies and republican - with their immense judicial and police apparatuses and their standing armies - have no other mission but to consecrate and protect such practices. In the presence of these powerful and respectable authorities I cannot even permit myself to ask whether this mode of life is legitimate from the point of view of human justice, liberty, human equality, and fraternity. I simply ask myself: Under such conditions, are fraternity and equality possible between the exploiter and the exploited, are justice and freedom possible for the exploited?

1.29.2007

UMA HOMENAGEM AO GRANDE ARTISTA ARTUR BISPO DO ROSÁRIO





Arthur Bispo do Rosario era esquizofrênico paranóide e viveu internado 50 anos em um hospital psiquiátrico (Colônia Juliano Moreira – Rio de Janeiro). Em seu surto, recebeu a missão de recriar o universo para apresentar a Deus no dia do Juízo Final.

Recolheu objetos dos restos da sociedade de consumo como forma de registrar o cotidiano dos indivíduos, preparou esses objetos com preocupações estéticas, onde percebemos características dos conceitos das vanguardas artísticas e das produções elaboradas a partir de 1960.

Utiliza a palavra como elemento pulsante. Ao recorrer a essa linguagem manipula signos e brinca com a construção de discursos, fragmenta a comunicação em códigos privados. Inserido em um contexto excludente, Bispo dribla as instituições todo tempo. A instituição manicomial se recusando a receber tratamentos médicos e dela retirando subsídios para elaborar sua obra, e Museus, quando sendo marginalizado e excluído é consagrado como referência da Arte Contemporânea brasileira.

Palavras-Chave: Representação - resignificação - escrita - arte

Abstract:

Arthur Bispo do Rosario was paranoid esquizofrenique and lived internated 50 years in a psiquiatre hospital (Colônia Juliano Moreira – Rio de Janeiro). In his paranoid, received the mission to recried the universe to introduce for God in the Final Day.

He catch objects of the rests of goods like a form of registering the hole day of the people, fixed these objects about static concern, where we noticed form of the artistcs vanguard objects and the elaboratade productions done since 1960.

The word is used like a pulsation element. To make use of this language it manipulate signs and plays with the construction of speechs, breaks over the communication into private codes. Into an excludent contexct, Bispo face the institution all the time. The manicomial instituction denying to medical treatment and taking out subsides of her to elaborate its art, and Museums, when discriminates and excluded is consagrade like a Brazilian Contempone Art.

Key Words: Representation - resignification - writing - art

1.26.2007

NIETZSCHE VEM AI PELAS MÃOS DO FOLÓSOFO...AGURDEM...


NA SUA SUITE ENQUANTO RECUPERA-SE DE SUA CIRURGIA DE CATARATA O FILÓSOFO PREPARA SEU NOVO LIVRO...ENQUANTO ISSO DELICIEM-SE COM PÉROLAS NIETZSCHEANAS......


Somente no âmbito nessa forma essencialmente perigosa de existência humana, a sacerdotal, é que o homem se tornou um animal interessante, apenas então a alma humana ganhou profundidade num sentido superior, e tornou-se – e estas são as duas formas fundamentais da superioridade até agora tida pelo homem sobre as outras bestas”. (NIETZSCHE. 2005. p. 25. Afor 6. § 1).

Os judeus, aquele povo de sacerdotes que soube desforrar-se de seus inimigos e conquistadores apenas através de uma radical tresvaloração dos valores deles, ou seja, por um ato da mais espiritual vingança. Assim convinha a um povo sacerdotal, o povo da mais entranhada sede de vingança sacerdotal. Foram os judeus que com apavorante coerência, ousaram inverter a equação de valores aristocrática (bom = nobre = poderoso = belo = feliz = caro aos deuses), e com unhas e dentes (os dentes do ódio mais fundo, o ódio impotente) se apegaram a esta inversão, a saber, ‘os miseráveis somente são os bons, apenas os pobres, impotentes, baixos são bons, os sofredores, necessitados, feios, doentes são os únicos beatos, os únicos abençoados, unicamente para eles há bem-aventurança – mas para vocês, nobres e poderosos, vocês serão por toda a eternidade os maus, os cruéis, os lascivos, os insaciáveis, os ímpios, serão também eternamente os desventurados, malditos e danados”. (NIETZSCHE. 2005. p. 25-26. Afor 7. § 1).

Enquanto toda moral nobre nasce de um triunfante Sim a si mesma, já de inicio a moral escrava diz Não a um ‘fora’, um ‘outro’, um ‘não-eu’ – e este Não é seu ato criador. Essa inversão do olhar que estabelece valores – este necessário dirigir-se para fora, em vez de voltar-se para si – é algo próprio do ressentimento: a moral escrava sempre requer, para nascer, um mundo oposto e exterior, para poder agir em absoluto – sua ação é no fundo reação”. (NIETZSCHE. 2005. p. 29. Afor 10. § 1).

“Não conseguir levar a sério por muito tempo seus inimigos, suas desventuras, seus malfeitos inclusive – eis um indício da natureza fortes e plenas, em que há um excesso de força plástica, modeladora, regeneradora, propiciadora do esquecimento”. (NIETZSCHE. 2005. p31. Afor 10. § 1).

Exigir da força que não se expresse como força, que não seja um querer-dominar, um querer-vencer, um querer-subjugar, uma sede de inimigos, resistências e triunfos, é tão absurdo quanto exigir da fraqueza que se expresse como força”. (NIETZSCHE. 2005. p. 36. Afor 13. § 1).

O sujeito (ou, falando de modo mais popular, alma) foi até o momento o mais sólido artigo de fé sobre a terra, talvez por haver possibilitado à grande maioria dos mortais, aos fracos e oprimidos de toda espécie, enganar a si mesmos com a sublime falácia de interpretar a fraqueza como liberdade, e o seu ser-assim como mérito”. (NIETZSCHE. 2005. p. 37. Afor 13. § 1).

Não poderia haver felicidade, jovialidade, esperança, orgulho, presente, sem o esquecimento”. (NIETZSCHE. 2005. p. 47-48. Afor 1).





1.25.2007

RETRATOS DOS BRAVOS, BELOS E RESISTENTES INDIOS DA PRADARIA NORTE AMERICANA...SALVE-OS






FOTOGRAFIAS EXTRAORDINARIAS

ESTAMOS DE VOLTA


DEPOIS DE UM REMPO DE FÉRIAS O BLOG DO FILOSOFO ESTA DE VOLTA...
O FILOSOFO ENCONTRA-SE EM REPOUSO TOTAL EM UMA SUITE
EM ALGUM HOTEL DA CIDADE ALTA...FEZ CIRURGIA DE CATARATA
MAS JÁ ESTA A TODO VAPOR PREPARANDO SEU NOVO LIVRO
A SAIR PELA EDITORA SEBO VERMELHO..NA FOTO O FILÓSOFO
TROCA UMA IDÉIA COM O ARTISTA PLÁSTICO MARCELO FERNANDES
E O SEBISTA ABIMAEL...

9.24.2006

CONFIRMADO!!!! HELMUT, O CARTEIRO DE CASCUDINHO, UM LIVRO SENSIVEL.


O FILOSOFO CONVIDA TODOS PRA UMA NOITE DE BOA MUSICA,
E O LANÇAMENTO DE SEU NOVO LIVRO, O CARTEIRO DE CASCUDINHO ,
EDIÇÃO DO SEBO VERMELHO SOB A BATUTA DE ABIMAEL SILVA,
PROJETO GRÁFICO DE ALEXANDRE OLIVEIRA E FOTOGRAFIAS DE ALEXANDRO
GURGEL, ALEXANDRE OLIVEIRA E CARLOS LYRA, DURANTEO LANÇAMENTO HAVERÁ POCKET SHOW COM O MÚSICO CARLANÇA, QUE NA OCASIÃO INTERPTRTARÁ
CLÁSSSICOS DE NELSON GONÇALVES.